Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

Reportagem"A rotina de um homem multifacetado…"

A rotina de um homem multifacetado…
Um dia bem passado… 
     Sabendo que nos aguardaria no jardim da Quinta das Lágrimas, um local agradável e que habitualmente frequenta, saímos da nossa escola no dia 21 de Fevereiro, pelas 8:30, em direcção a Coimbra, para nos encontrarmos com o Professor Carlos Fiolhais.
     Chegámos lá por volta das 10:00 e, sem grande espanto, observámos o Professor, sentado num banco do jardim, muito pensativo olhando tudo em seu redor. Fomos ao seu encontro. Esperava-nos.
     Iniciámos a conversa comentando a relação entre a enorme paixão proibida, ali vivida muitos anos atrás entre Pedro e Inês e a paixão – felizmente não proibida – de que se reveste a vida do Professor, entre livros, conferências e investigação.
     Levantando-se do lugar onde estava, convidou-nos a acompanhá-lo num passeio pela quinta. Levou-nos ao local onde, segundo a tradição, Inês foi assassinada. Aí falámos daquela história e de como, ainda nos dias de hoje, as pessoas persistem em julgar os outros e imiscuir-se nas suas decisões.
      Falámos de Galileu. Da forma como foi atacado por mentes mesquinhas e pouco conhecedoras, mas que se afirmavam como detentores da verdade.
 Fomos depois até ao campo de treino de golfe onde o Professor mostrou como é uma pessoa versátil e nos ensinou a manusear o taco. Nem aí a Física ficou esquecida, pois explicou-nos a relação entre a força aplicada, o ângulo da batida e a trajectória da bola. 
     Após esta fase de conhecimento pessoal, Carlos Fiolhais convidou-nos a acompanhá-lo no seu dia. Levou-nos a conhecer a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, de que é director.
Na recepção vimos como se requisita um livro, passámos pelas salas cheias de estudantes aplicados, num ambiente de pura tranquilidade.         
     Levou-nos ao último piso, onde nos mostrou o seu gabinete de trabalho: um local bem iluminado e aprazível. Daí demos um pulo aos arquivos, em cujos sete pisos se amontoam livros até ao tecto. “Isto está a rebentar pelas costuras. É urgente a criação de uma nova biblioteca, no espaçoso edifício que a Penitenciária de Coimbra há-de libertar, quando for transferida para a periferia da cidade. Mas até lá teremos que continuar com estas estantes atravessadas em quase toda a largura.” "Os bombeiros, se aqui viessem, não gostavam de ver isto"- afirmou Carlos Fiolhais.
Dali demos um pulo à Biblioteca Joanina, um Monumento Nacional do séc. XVIII, onde estão guardados os livros mais antigos (até 1800). “Este espaço é hoje utilizado, com frequência, para concertos, exposições e outras manifestações culturais ” – explicou-nos o Professor.
Como se fazia tarde, e o estômago pedia algo, acompanhámos o Professor até ao local onde habitualmente almoça, bem perto da Biblioteca, pois não pode desperdiçar tempo.
Neste local, fomos aprofundando o nosso conhecimento sobre as opiniões de Carlos Fiolhais em relação a tudo em seu redor, o que, por vezes, nos deixava de “boca aberta “ e ao mesmo tempo encantados. A conversa começou a “contagiar-nos com a febre pela ciência”, pelos incríveis pormenores científicos que nos transmitia de maneira tão simples, e começámos a questionar-nos: “Conseguirei eu chegar a cientista? A ciência é tão fascinante!”.
Depois do almoço voltámos à Universidade. Desta vez fomos conhecer o Departamento de Física onde o Professor lecciona e o Museu da Ciência, recentemente criado, com forte impulso deste Professor.
Levou-nos de experiência em experiência, explicou-nos o funcionamento dos aparelhos e não se cansou de repetir que “a Física é uma ciência indispensável ao desenvolvimento da sociedade, pois consiste na descoberta do mundo e, para se viver melhor nele, convém saber como ele é. Foi o estudo da Física que nos deu a Internet, os computadores, a televisão, os automóveis, os frigoríficos, os telefones, a lâmpada eléctrica.”
Infelizmente o tempo foi passando, Carlos Fiolhais tinha uma aula para leccionar e nós um comboio para regressar a Aveiro.
Despedimo-nos fazendo votos de poder revê-lo e o Professor surpreendeu-nos oferecendo-nos um exemplar do seu mais recente livro (lançado esta semana) : A Nova Física Divertida.  
Ao terminar esta reportagem não podemos deixar de sentir que viemos de Coimbra com a Ciência ao peito e uma grande curiosidade. Escusado será dizer que durante a viagem nada mais fizemos que ler e discutir este novo livro, sempre sentindo a presença forte do seu autor perto de nós.
Fontes:
http://www.uc.pt/bguc/
http://www.pai.pt/detailssearch.ds
http://atelier.hannover2000.mct.pt/~pr029/quinta.htm
http://www.portugalvirtual.pt/_lodging/costadeprata/quinta.das.lagrimas/ptindex.html
http://nautilus.fis.uc.pt/personal/cfiolhais/
sinto-me: Com a ciência no coração...:)
publicado por rr_2 às 21:56
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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

Entrevista

SOU UM PRIVILEGIADO
 
    Carlos Fiolhais nasceu em Lisboa em 1956. Licenciou
-se em Física na Universidade de Coimbra em 1978 e doutorou-se em Física Teórica na Universidade Goethe, em Frankfurt/Main, Alemanha, em 1982. É Professor Catedrático no Departamento de Física da Universiade de Coimbra desde 2000. Foi professor convidado em universidades de Portugal, Brasil e Estados Unidos.
     Publicou cerca de 30 livros, alguns dos quais em co-
-autoria, incluindo obras infanto-juvenis.
     Fomos encontrar o Professor num restaurante da nossa cidade. O encontro deu-se por pura casualidade, mas não resistimos à tentação de lhe roubar algum do seu precioso tempo para trocar com ele umas breves palavras.
     Simpaticamente, o Professor acedeu ao nosso pedido. Aqui fica o excerto dessa conversa.
 
Uzonline - Quando é que se começou a interessar pela ciência?
Carlos Fiolhais – Bem, isso aconteceu no tempo da escola, não necessariamente nela. Quando saía da sala de aula pensava sempre que devia haver algo para além daquilo que os professores me ensinavam e ia à procura das respostas por iniciativa própria. Procurei descobrir o que estava escondido.
U- Já nessa altura era curioso. Continua com esse entusiasmo?
CF – Claro. Sem curiosidade não é possível fazer ciência. A curiosidade é própria do ser humano. A ciência é uma construção humana e aprende-se melhor se se conhecer o modo claro como ela se desenvolve. Sabemos que as coisas são como são porque alguém as viu e experimentou. Contudo, também nós, se formos suficientemente curiosos e hábeis, podemos ver, experimentar e investigar.
U – Acabou de mencionar a palavra “investigar”. Pode explicar-nos o que é a investigação científica?
CF -  A investigação ou pesquisa científica, que basicamente consiste em saber mais sobre qualquer assunto, acaba por estar relacionada com o quotidiano de todos nós. A palavra investigação surgiu só no século XV, pouco antes da Revolução Científica que deu origem à ciência moderna. Provém do Latim: resultou de juntar “in” a “vestigium”, o que literalmente significa ir atrás de pegadas, seguir o rasto de alguém. De acordo com a etimologia, o investigador científico vai atrás de marcas. A sua tarefa é semelhante à de um detective.
U – Podemos pois deduzir que se sente como um Sherlock Holmes ou um Poirot quando faz investigação?
CF – Um pouco. Mas eu não persigo criminosos. (Ri) Apenas dou explicações daquilo que nos rodeia. A Física não é uma actividade exótica mas tão só uma tentativa de descrever e explicar o mundo onde vivemos.
 U – Como divulga os seus resultados?
 
CF – Faço-o de várias maneiras: em conferências, em palestras, em artigos científicos que publico em revistas especializadas, em artigos que escrevo para os jornais, em sessões de divulgação e através dos livros que publico.
 
U – Uma das suas actividades é a de consultor de uma editora conhecida. Sabemos que fez a revisão científica do livro “A Fórmula de Deus” pois o próprio autor o refere no final do seu trabalho. Gosta dessa actividade?
 
CF – Por hábito leio muito. Nos livros descobrem-se outras opiniões, outras formas de ver o mundo. Através deles trocamos ideias com os autores. Sou leitor por prazer, por isso esse é um trabalho que faço com gosto.
 
U – Como consegue ter tempo para tudo isso?
 CF –  O tempo é limitado. Não se pode esticar porque não é elástico. A dilatação do tempo é um problema que não tem solução fácil... Eu sou acima de tudo professor – gosto de o ser - e as sessões de divulgações são uma extensão das minhas aulas. Podemos chamar-lhe também aulas, o que não quero é que sejam más aulas ou simplesmente mais aulas. São aulas um pouco mais divertidas.
U – As suas aulas são divertidas?
CF - Nem todas as aulas podem ser assim . Em primeiro lugar porque há uma série de conhecimentos formais que têm de ser transmitidos num curso e em segundo lugar porque há o perigo de se pensar que tudo é muito leve. Eu tive algum desgosto quando tentei tornar mais divertidas as aulas de Física Geral: de início veio muita gente, os estudantes traziam até as namoradas, os primos, os tios, etc., mas depois verificava-se o problema das aulas não poderem ser todas assim. Tem que haver umatensão permanente entre o trabalhodiário e o encantamento, entre o esforço e o prazer.
 
U – Sabemos que é pai, e como tal tem conhecimento prático do modo de funcionamento das nossas escolas. O que pensa da carga horária a que os alunos estão sujeitos?
CF - Idealmente, não devia haver tantas aulas, os estudantes deviam ter tempos livres para as suas iniciativas, organizar os seus clubes de ciência, fazer experiências, etc. Seriam precisos espaços e ambientes propícios para essas actividades. Mas não sei se tais escolas são viáveis. Um espaço de criatividade pode florescer em qualquer sítio, mas não acredito que esse espaço possa ser receitado e muito menos decretado para todo o lado.
U Como cientista, professor e pai, considera ser importante incentivar a «curiosidade apaixonada»?
CF – Sempre. A mensagem a transmitir é a de que a ciência se faz com curiosidade e paixão. Aliás isso não é exclusivo da ciência, há outras actividades humanas que se podem fazer com curiosidade e paixão... Voltando à escola: é preciso aproximar a escola básica da ciência. Para isso, ajuda muito a presença dos cientistas nas escolas, onde poderão mostrar um bocadinho da sua "curiosidade apaixonada". Muitos estão dispostos a ir, preocupados como estão com a actual realidade do ensino. Mas os cientistas vão lá e voltam. É preciso que a ciência fique lá.
U – É isso que tenta através dos seus livros de divulgação científica?
CF – Hoje, ao escrever livros de divulgação científica, procuro dar a outros um pouco daquilo que recebi. Mas não o faço apenas por este meio, ou pelos que referi anteriormente, também colaboro com os programas televisivos que visam levar a ciência ao público em geral. Os media desempenham um papel imprescindível na difusão da cultura científica. Alguns inquéritos mostram que a maior parte do que as pessoas sabem de ciência sabem-no a partir dos media e não tanto da escola. 
U – Como poderá Portugal levar a ciência aos mais jovens, de forma a proporcionar um maior desenvolvimento do país?

CF – O programa "Ciência Viva" tem sido benéfico, embora tenha "cercado" mais a escola para que ela se "renda", do que propriamente entrado lá dentro para a "conquistar" (espero que estas metáforas sejam bem entendidas...).
 
 U – Para finalizar, embora gostássemos de ficar mais um pouco à conversa consigo, no semanário Sol do passado sábado, começa o seu artigo de opinião com a frase “Sou um privilegiado”. É assim que se sente face à vida?
 
CF – Nós temos que saber valorizar aquilo que recebemos. Claro que muito do que nos é dado é também reflexo daquilo que damos. Mas respondendo à vossa questão: sim, sou um privilegiado porque trabalho numa área que me dá imenso prazer e o meu trabalho é reconhecido.
 
U – Obrigado pelo seu tempo. Desculpe termos interrompido o seu almoço. Bom apetite Professor.
 
 
Comentário final – Foi uma pena que o serviço do restaurante não tivesse sido um pouco mais lento, pois assim poderíamos ter tido oportunidade de formular um sem número de questões que ficaram a pairar nas nossas cabeças… curiosas!!
Fontes:
Entrevistas publicadas em:
http://nautilus.fis.uc.pt/personal/cfiolhais/extra/artigos/entcfiolhais1.htm
http://scienceideias.blogspot.com/2005/10/entrevista-carlos-fiolhais-um-curioso.html
http://caminhosdoconhecimento.wordpress.com/2005/10/04/entrevista-carlos-fiolhais-um-%C2%ABcurioso-apaixonado%C2%BB/ Out 2005
http://www.malha.net/index.php?option=content&task=view&id=21&Itemid=51
http://pt.textoeditores.com/index.jsp?p=140

           Artigo publicado no Semanário Sol em 17 de Fev. 2007
Página pessoal de Carlos Fiolhais (
http://nautilus.fis.uc.pt/personal/cfiolhais/)
           Livro -  Curiosidade Apaixonada
          Alguma dose de imaginação.

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publicado por rr_2 às 22:04
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Segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2007

Autor e Obra que vamos trabalhar

Olá a todos! Nós somos o grupo “Uzonline” da escola EB 2,3 Aires Barbosa e escolhemos o autor Carlos Fiolhais com a sua obra “Curiosidade apaixonada”.

sinto-me:
publicado por rr_2 às 23:23
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Elementos do grupo e foto da escola

Nós pertencemos à escola EB 2,3 Aires Barbosa e somos constituídos pelos seguintes elementos da turma 8ºC:

Ruben Ribas – nº 21

Álvaro Silva – nº 2

Márcia Maravalhas – nº 15

Andreia Gamelas – nº 5

Inês Medina – nº 12

Aqui está uma foto da nossa escola. Esperamos que gostem!

 

 

 

sinto-me:
publicado por rr_2 às 23:10
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Breve cronologia da vida de Carlos Fiolhais

1956 - Nasceu em Lisboa

1962 a 1966 – Fez a Escola Primária em Lisboa e Coimbra.

1966 a 1973 – Frequentou o Liceu Normal de D. João III, em Coimbra, actualmente Escola Secundária de José Falcão.

Nos anos 70 sócio-fundador e um dos responsáveis do Centro de Espeleologia de Coimbra - CEC. Desenvolveu intensa actividade espeleológica, sendo autor de várias publicações, periódicas e monográficas, nessa área.

1977 – Inicia a sua carreira como monitor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

1978 - Licenciou-se em Física na Universidade de Coimbra com a média de 18 valores

1978 a 1983 – Foi assistente na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

1982 - Doutorou-se em Física Teórica na Universidade Goethe, em Frankfurt/Main, Alemanha, com o grau de Muito Bom.

Durante a sua estadia na Alemanha, deu aulas de português para estrangeiros, foi tradutor de alemão e professor no ensino particular de várias disciplinas dos estudos secundários para a segunda geração de emigrantes. Interessou-se pela problemática da emigração portuguesa, tendo participado em sessões de promoção sócio-cultural e colaborado em projectos de sociologia nessa área.

1983 a 1990 - Professor Auxiliar (com nomeação definitiva em 1989), na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

1984 a 1985 - Foi membro do Conselho Directivo da FCTUC

1990 - Organizou um encontro sobre Computadores no Ensino da Física e da Química

1990 a 1992 – Foi membro da Direcção do Centro de Física Teórica da Universidade de Coimbra

1990 a 2000  - Foi professor associado na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

1991 e 1992 – Foi professor convidado da Tulane University, New Orleans, EUA

1991 e 1992 - Foi Professor Convidado da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Vila Real

1991 a 2000 - Dirigiu o projecto Softciências, Acção comum das Sociedades Portuguesas de Física, Química e Matemática para produção e distribuição de software educativo, apoiada pelos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia. Esta acção publicou 22 programas de computador com os respectivos manuais pedagógicos

 

1992 a 1995 - Foi Presidente do Conselho Directivo do Centro de Informática da Universidade de Coimbra - CIUC, onde procedeu  à ligação da Universidade à Rede de Cálculo Científico Nacional - RCCN, desenvolveu os serviços  da World Wide Web da Universidade, renovou os equipamentos principais (incluindo instalação, upgrade e substituição de um supercomputador, com capacidade vectorial, financiado pelo programa “Ciência” do Ministério do Planeamento e Administração do Território), instalou um conjunto de computadores pessoais para fins pedagógicos em toda a universidade e dirigiu vários projectos no domínio das redes e  computação, incluindo o seguinte  projecto  de computação avançada financiado pela JNICT/CERN.

 

1993 - . Recebeu uma menção honrosa no Prémio União Latina - JNICT de tradução científica

1994 - Ganhou em 1994 o Prémio União Latina / JNICT de tradução científica, com a obra "Física Nuclear", publicada pela Gulbenkian

1995 - Foi membro da Comissão de Honra Nacional da candidatura presidencial do Dr. Jorge Sampaio.

1995 a 1996 – Regeu a cadeira de Física da Matéria Condensada no Mestrado em Física Teórica.

1995 a 1998 - Foi representante do Presidente do Conselho de Departamento de Física na organização dos 1ºs, 2ºs, 3ºs e 4ºs Encontros de Física e Engenharia Física.

1996 a 1998 – Foi Presidente da Direcção da Delegação Regional do Centro da SPF, onde dinamizou várias actividades pedagógicas e científico-culturais.

 

1997 – Colaborou no Mestrado em Física para o Ensino, na Unioversidade do Porto e no Curso de Pós-graduação em Recursos Hidráulicos (da responsabilidade do Departamento de Engenharia Civil da FCTUC

1997 – Coordenou o projecto Omniciência apoiado pelo Ministério da Ciância e Tecnologia.

1997 – Foi orador convidado nas Protofísicas.

1997 a 2001 – Participou, no âmbito do  projecto Praxis XXI, na Mediatização do Museu de Física da Universidade de Coimbra, que se destinou a colocar na Internet conteúdos multimedia referentes aquele museu.

Foi avaliador na área do multimedia para a Agência de Inovação.

 

1998 – Continua a coordenar o projecto Omniciência apoiado pelo Ministério da Ciância e Tecnologia.

1998 – Foi orador convidado da International Conference of Physics Students

1998 – Foi novamente orador convidado das Protofísicas.

1998 – Foi membro fundador do Centro de Física Computacional da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

1998 -  Organizou o simpósio internacional Fronteiras da Ciência, comemorativo dos 25 anos da FCTUC.

1998Foi professor Convidado da Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, Brasil.

1999 - Foi o responsável pela instalação do supercomputador “Centopeia”, com 108 nós,  no Laboratório de Computação Avançada da Universidade de Coimbra assim como é responsável pelo projecto de reequipamento científico para aquisição do supercomputador “Supercentopeia”, que lhe sucede e que será o mais poderoso do país, com 526 nós, no quadro do programa nacional de reequipamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

 

1999 – Tornou-se director da Gazeta de Física, órgão da Sociedade Portuguesa de Física - SPF, revista onde editou e publicou vários artigos sobre o  ensino e  divulgação da Física e onde está a realizou um projecto de renovação gráfica e de conteúdos, acompanhado de uma edição na Internet

1999 – Foi orador convidado na Conferência Nacional dos Estudantes de Física

1999 – Colaborou no Mestrado em Museologia e História Natural da Universidade de Aveiro.

 

1999 – Integrou a Comissão Científica do III European Speleological Congress, que aquela sociedade organizou em Lisboa, com a Speleological Federation of the European Community

1999 a 2000 – Regeu a cadeira Física da Matéria Condensada no Mestrado em Física Experimental

1999 a 2004 – Coordena o projecto Água Virtual, no quadro do programa Praxis XXI do Ministério da Ciência e Tecnologia, que reuniu colaborações com o Centro de Computação Gráfica e o Exploratório Infante D. Henrique

2000 – Tornou-se Professor Catedrático no Departamento de Física da Universidade de Coimbra

2000 - Foi membro da Comissão de Honra Nacional da candidatura presidencial do Dr. Jorge Sampaio.

2000 – Tornou-se membro do Editorial Board de Europhysics News, revista da European Physical Society.

2000 a 2004 – Foi director do Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra. Aí dirigiu os grupos de Física da Matéria Condensada e de Computadores no Ensino das Ciências.

2004 - Organizou o IV Encontro do Fórum Internacional dos Investigadores Portugueses

2004 – É desde esta altura Director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, onde tem dirigido vários projectos, nomeadamente dois projectos de digitalização de documentos enquadrados pelo Plano Operacional da Cultura e organizou a exposição “Einstein entre nós”.

2004 a 2005 - Colaborou nos Mestrados em “Comunicação de Ciência”, da Universidade de Aveiro, e em “Novas Fronteiras do Direito”, do ISCTE, Lisboa.

2005 –São editados em CD-Rom os conteúdos principais do portal “Mocho”, de que criou.

2005 – Tornou-se  membro do Science Advisory Board do European Physical Journal, revista publicada pela Springer para um consórcio de sociedades científicas europeias.

2005 - Foi consultor do programa de grande audiência “Megaciência” emitido pela SIC

2005 - Ganhou o Globo de Ouro de Mérito e Excelência em Ciência de 2004 atribuído pela SIC e pela "Caras" ;Foi agraciado pelo Presidente da República com a Ordem do Infante D. Henrique

2005 – Foi orador convidado na  Conferência Nacional Brasileira  de Educação em Física, (Rio de Janeiro, Brasil)

 

2005 - Recebeu o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique atribuído pelo Presidente da República.

2006 - Recebeu o Prémio Inovação do Fórum III Milénio e o Prémio Rómulo de Carvalho da Universidade de Évora

2006 – Foi Vice Presidente da Comissão Científica do V Encontro do Forum Internacional dos Investigadores Portugueses.

2007- É consultor das Publicações Gradiva, Lisboa.

2007 – Tornou-se, novamente, colaborador do jornal O Público.

2007 – Vai ser novamente consultor num programa de divulgação científica, desta vez na RTP, ao sábado de tarde.

2007 – Prepara-se para publicar o seu último livro “ Nova Física Divertida". 

 

Nós baseámo-nos nos seguintes meios de pesquisa para a realização do trabalho desenvolvido:

http://nautilus.fis.uc.pt/personal/cfiolhais/

http://www.gradiva.pt/livro.asp?L=2145

 

AS SUAS OBRAS

 

Depois do extraordinário êxito de *Física Divertida* (seis edições, quase vinte mil exemplares vendidos) lançada em 1991, *Carlos Fiolhais retoma a época em que tinha ficado nesse seu primeiro livro (o final do século XIX), e explica, com uma capacidade de comunicação invulgar, as principais descobertas da Física do século XX neste seu *Nova Física Divertida*.

Movido pela convicção de que a física é interessante, atraente e até divertida, *Carlos Fiolhais consegue neste seu livro veicular quer aos jovens quer ao público em geral uma profunda lição sobre as complexas evoluções da física dos últimos cem anos com uma linguagem e um estilo simples, o que é enriquecido pelo trabalho de ilustração de José Bandeira que acompanha todo o livro.
*Carlos Fiolhais acredita que a divulgação do carácter lúdico da física destruirá inapelavelmente a ideia preconcebida da física como ciência obscura e maçadora.·
Começando onde o livro anterior findara – no início do século XX –, *Nova Física Divertida* aborda a paradoxal teoria quântica e a extraordinária teoria da relatividade, revelando os grandes avanços da física até aos nossos dias. Essas teorias, com as espantosas experiências que as confirmaram, mudaram a nossa visão do mundo – desde os núcleos atómicos às estrelas – e o modo como nele vivemos: agora vivemos melhor!·

         AS SESSÕES DE APRESENTAÇÃO

Com o objectivo de estender a todo o país a divulgação desta nova obra de Carlos Fiolhais, o autor e a Gradiva farão apresentações do livro por todo o país num esforço conjunto que, ao reunir livrarias, escolas básicas e secundárias, centros Ciência Viva e universidades, pretende contribuir para o despertar ou o fomentar de vocações científicas.
*O livro irá ser formalmente apresentado numa primeira sessão de lançamento em Lisboa no dia 1 de Março na loja FNAC do Centro Comercial Colombo às 18h30 com apresentação do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, José Mariano Gago.
As sessões de apresentação subsequentes obedecerão ao seguinte calendário:

PORTO – 4 de Março – 17h00 – FNAC NORTE SHOPPING - com apresentação do Reitor da Universidade do Porto (a confirmar) e da Drª. Nassalete Miranda, Directora de "O Primeiro de Janeiro".·
COIMBRA – 6 de Março – 19h00 – FNAC Fórum Coimbra – apresentação de Prof. Doutor Fernando Jorge Rama Seabra Santos, Reitor da Universidade de Coimbra.

LEIRIA – 7 de Março – 15h00 - Livraria Americana

AVEIRO - 10 de Março - 15h00 - Centro de Ciência Viva

LISBOA – 12 de Março - 18h30 - Livraria Almedina - Apresentação de Pedro
Tochas (a confirmar)

COIMBRA – 13 de Março - 18h30 – Bertrand DolceVita – apresentação de José Urbano, Professor Catedrático do Departamento de Física da Universidade de Coimbra e Presidente da Sociedade Portuguesa de Física

POMBAL – 15 de Março - 10h00 - Escola Secundária de Pombal

ALGARVE – 17 de Março - 16h00 - Fnac Guia – em colaboração com o Centro de Ciência Viva do Algarve

LISBOA – 24 de Março – 16h30 - El Corte Inglês – apresentação de Prof. Doutor Fernando Manuel Ramôa Cardoso Ribeiro, Reitor da Universidade Técnica de Lisboa*

*O AUTOR*

*Carlos Fiolhais nasceu em Lisboa em 1956, licenciou-se em Física na Universidade de Coimbra em 1978 e doutorou-se em Física Teórica na Universidade Goethe, em Frankfurt, na Alemanha, em 1982. É professor catedrático no departamento de Física da Universidade de Coimbra.

Publicou mais de três dezenas de livros, incluindo /*Física Divertida*/*Computadores, Universo e Tudo o Resto, /* A Coisa Mais Preciosa que Temos e /*Curiosidade Apaixonada na Gradiva. É autor de inúmeros artigos científicos, pedagógicos e de divulgação. Entre os vários prémios com que foi distinguido contam-se o Globo de Ouro da SIC/Caras, o Prémio Inovação do Fórum III Milénio e o Prémio Rómulo de Carvalho da Universidade de Évora.
Fundador e ex-director do Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra é hoje director da Biblioteca Geral desta universidade.
Fontes:
www.gradiva.pt
sinto-me: com conhecimento
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